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Conheci Brasília em 1967 quando a cidade ainda estava em construção. Ganhei uma linda irmã de nome Marta que nasceu nesta cidade mórbida cheia de concretos e nesta época já plena de corrupção.
Assisti, acompanhado à toda minha família, a primeira peça no teatro municipal no dia da sua inauguração. O nosso pai, professor doutor I. R. Baracho, dava aulas na faculdade federal (UNB), ele aprovisionava Genética de Micro-organismos. Tenho dois irmãos que fizeram a primeira comunhão na linda Catedral de Brasília; Felix Antônio dos Santos Baracho* e Ivan dos Santos Baracho. Moramos por mais de dois anos nesta cidade que, neste tempo, era pouco habitada e continha poucos prédios. Muitas áreas vazias se estendiam por longas quadras. Existiam muitas construções em andamento. O Distrito Federal era um grande canteiro de obras. Nesta época a ditadura militar já havia parido os seus filhotes*. Quem não se assentou como crias dos Ditadores, foram presos ou torturados até a morte. Poucos sobreviveram nesta passagem negra da história política brasileira. Como uma sociedade de ratos, os próprios Generais disputavam entre si os sabores amargos do poder. Em 1969 o austros, mentor e carrasco de um mar de extermínio de cidadãos brasileiros pacíficos, - que eram a maioria, entre o povo brasileiro - Emílio Garrastazu Médici, assumiu a chefia do Governo do Brasil, eleito indiretamente pelo partido ARENA com a maioria dos votos no Congresso nacional e no Senado Federal. Com a intenção de acalmar as disputas entre os próprios militares, pois a maioria deles queriam ações mais eficazes e defendiam o extermínio de todos os opositores do Regime de exceção, se dispôs a agir de acordo com a vontade da maioria dos assassinos de fardas fétidas e estrelas fixadas em seus ombros. Emílio Garrastazu Médici, lavando as mãos, igual a Pilatos, acenou em favor das mortes e das torturas de "seus inimigos". Decretou Atos Institucionais (AI), em favor do Regime, contrário as liberdades e a todos os direitos Humanos. Segundo relatos desta história, segue-se que nesta época foram assassinados a maioria dos opositores da Ditadura, e assegura-se, que nestes anos foi registrado, "como a época em que mais se descumpriu os direitos Humanos em território brasileiro". A história é a única maneira de registramos os erros e acertos para engrandecermos aquilo que de fato foi bom e extinguirmos, das nossas vidas, todo o mal que nós mesmo criamos em uma sociedade. Sem o conhecimento da História não haverá um futuro melhor... Não haveria evolução se faltasse a todos os seres o princípio Inteligente Do Criador disto tudo. Está obra destaca os bastidores do Poder no Brasil, desde Kubitschek até Edir Macedo e Garanto que "Deus Criador" não faz parte destas conspirações e nem destas arquiteturas. Emílio Garrastazu Médici - Assassino!?...*Otin lumã. 2021./SP. Icluso lista da Comissão da Verdade.