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O poeta e bispo de São Félix do Araguaia, Mato Grosso - MT, Brasil, grande e saudoso " Cavaleiro da Esperança" Dom Pedro Casaldáliga, ao comentar no Prefácio do livro, se expressa: " yo hago profesión de claridad". O exercício claro do ato de escrever, se apresenta aqui nesses escritos de Joaquim Mattar, um testemunha de luta, um grito de revolução pela utópica justiça, liberdade e igualdade. Um grito de "guerra" na defesa dos direitos dos povos. Crer na palavra emocionada, é a própria gênese da poesia. Livro publicado em 1986, nas Gráficas e Editora Universitária da Faculdade de Direito de Bauru - SP - Instituição Toledo de Ensino, se apresentou com uma pequena tiragem de 1.000 exemplares. Nelson Werneck Sodré resenhou as seguintes palavras sobre o livro: " Joaquim Mattar, seus escritos revelam a sua constante preocupação com os problemas da vida e do homem e a sua maneira aberta de situá-los. Receba por isso os meus cumprimentos". Olga Savary, com o lirismo de sempre, disse: " Joaquim Mattar, gostaria de dizer-lhe que me comove sua dedicação à literatura e à verdade última do ser humano nesse caos nosso de cada dia. Junto vai meu abraço fraterno". A prosa poética vai seguindo numa desconstrução das imagens, na tênue linha da silhueta. Com a poesia de Joaquim Mattar, a utopia ainda é possível.
" O poeta é o artesão que testemunha seu tempo Constrói os versos sobre as veias do abismo
Sua função é denunciar os abusos dos homens
e a corrupção do amor".
Joaquim Mattar ( I - Fome & Seca Na Terra do Sol, 1986 ).
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